quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Retalhos e Pilhérias

Retalhos e pilhérias. Pilhérias dos retalhos. Pois não é cruel? É como vejo.
Testa-me a resistência. Galanteios ora me derrubam, ora me tiram do sério. Tenha cuidado. Diga-me qual é a minha fraqueza. Não é óbvio? Está estampada em suas palavras, em seus floreios.
Sou seu eterno mistério a ser desvendado. Dou-lhe todas as pistas possíveis e você tira uma conclusão. Seja como for. Você pode até escolher caçar seu próprio tesouro. Um maior e mais brilhante. O que mais te enriqueça. E no final, assinar seu atestado de felicidade ao colocar no dedo um anel de diamante.
Não sou todo mundo. Francamente, nem devo fazer parte do mundo. Eis a minha fraqueza. Os retalhos da minha existência...
Sei bem o destino dos meus versos, só não sei exatamente pra quem foram feitos. Ao menos sei pra quem não foram.
Ao descobrir minha fraqueza, tem nas mãos uma adaga afiada. Crave-a em mim com destreza. Nunca por trás. Que seja diante dos meus olhos. O resto, com sorte, o vento me traz.
Sou fraca até demais. Tenho minhas essências e um nome a zelar. Não sou quem você pensa, não serei quem você quer que eu seja só pra te agradar. Nem sei quem sou. Simplesmente sou.
Sou a carta escondida, o truque do mágico inteligente. Sou invisível, porém gente. A mesma mão que afaga, também fere. Sou escrava do que me difere.
E tudo o que sou é seu. Então cuidado com o que diz, pois não sou imortal. Tenho um coração frágil, de cristal. Sou fraca. Muito fraca. E redundante. Sou começo, sou final. Inclusive o último golpe fatal.




***
Na foto: casamento do meu padrinho lindo, Ronei!
tem foto dele no fotolog :)
Nas mão direita uma taça de champagne e na esquerda, uma de vinho, que por sinal, estavam deliciosos. Ainda mais pra quem passou mal de tanta dor a tarde inteira e não comeu quase nada. Me senti tipo, nas nuvens. Mas só por 5 minutos, porque depois me enchi de comida.
E no final do casamento, teve presentinho. Uma rolha (?) com um coração na ponta.
Um coração. UM CORAÇÃO.
Sem contar que os enfeites do casamento eram nada menos do que rosas amarelas.
Bom, só podia ser mesmo padrinho meu.

***
Queria gravar um vídeo hoje. E gravei. Uma música que eu tava tentando tocar há muito³ tempo. Aliás, me irritou até (pra variar). Complicadíssimo o ritmo dessa música, mas eu simplesmente tinha que gravar. A letra é perfeita demais.
Mas é. Depois de umas duas ou três semanas ou quase um mês, aí está.
Relicário!

Porque está amanhecendo se não vou beijar seus lábios quando você se for?





O mundo está ao contrário e ninguém reparou.
O mundo está AO CONTRÁRIO e ninguém reparou.
O mundo está ao contrário e NINGUÉM reparou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

















Um relicário imenso...
44 dias.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quem está ao contrário afinal?


Escrevo como quem fere o que já foi ferido. Insisto no erro. Ou persisto no acerto. Escrevo porque tenho uma alma e esta é feita de sentimentos e palavras. Sentimentos em palavras.

Tanta gente nesse mundo. Alguns artistas, outros, apenas personagens coadjuvantes de sua própria vida e, mesmo assim, cada um tem sobre si um papel de extrema importância. Os médicos cuidam da saúde, os advogados defendem o lado certo – ou não – da lei, os políticos roub... fazem as leis. Particularmente, eu sou fã dos artistas. Aqueles que tem um trabalho e mesmo assim, conhecem a poesia, a música, as palavras e os sentimentos como um todo. O ator pode ser qualquer pessoa, pode interpretar quem quiser. O músico traduz o intraduzível. O pintor dá cor à vida. O escritor cria o personagem, a letra da música e as características do desenho. E no fim, nenhum vive sem o outro.

Ainda que o mundo esteja virado de ponta cabeça, como está agora, estamos juntos de alguma forma. E por falar nisso, quando foi que tudo mudou? Onde eu estava? Provavelmente no meio de uma rua qualquer, roubando flores das árvores e observando os carros passarem velozes por mim, como se não me notassem.

Difícil não é viver. Difícil é ver o que está acontecendo e não poder fazer nada. Os valores já não existem. A não ser os materiais, é claro. Ter é muito mais importante do que ser. E, me diga, quem é você? Quem sou eu?

Quem são essas pessoas e porque elas estão apontando pra mim? Elas estão rindo?

Diferença. Eis minha sina.

Por isso às vezes me pergunto quem é que está ao contrario. Seria o mundo ou apenas eu?










Vertical Horizon - Forever.
Forever que apropósito é, e sempre foi minha palavra preferida em inglês (mesmo antes de eu saber o significado dela, juro) e em português também...e em todas as outras línguas...





Heartache to heartache, we stand....
49 dias.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cranberries ♥ - It's not my imagination.


PISTA PREMIUM.
HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!
Melhor presente que eu ganhei da Bedé e da Bia \o/
Amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei, amei.....................AMEI!
Vocês são demais! *-*
E o ingresso é tãããããããooooooooooooooooo lindo! Acho que, com sorte, vou pedir o autógrafo da Dolores nele.
Ou talvez, no meu braço. Aí eu nunca mais tomo banho na vida.
HAUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHUAHA


É isso. Era isso que eu tinha a dizer.
Quarto lugar na UNIMEP e já vou parar de falar isso, senão logo logo eu levo um tapa e também os Cranberries. Que esse show, com certeza vai ser uma história que eu vou contar pros meus netos!
Afinal, meu sonho era ver um show internacional. Melhor ainda quando essa banda internacional é minha segunda banda preferida no mundo todo, não?


Fig, somo nozes! _|..|


Bedé e Figurona, mto obrigada pelo presente. Amei de verdade. Mas amo mais vocês. Tipo...MUITO.

Tá certo que Linger é minha música da sorte e uma das músicas da minha vida. Mas hoje, vou colocar uma outra música da sorte e que o clip é exatamente IGUALZINHO a mim...andando na rua com o iPod no ouvido. HAHA!



It's not my imagination... (8)

Beijo beijo, que eu vou dormir agora.


54 dias.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Eu sei que já passou da meia noite e tal, mas só tive tempo de sentar no pc e ficar algum tempo, agora...
O dia foi cheio. Acendendo sorrisos e apagando também (e isso só a Natália vai entender, HAUHAUHA).
Tô morrendo de sono, de verdade..porque minha mãe me acordou 9 e meia da manhã. Ou melhor, me sacudiu. Gritando que eu tinha passado em quarto lugar na UNIMEP.
É. Eu levei algum tempo pra processar a informação, porque eu sinceramente não esperava. E depois de muuuuuuuuuuuito tempo, tipo um século... a primeira coisa que eu tomei hoje foi coca-cola! E lembrei do QUANTO eu gosto de tomar coca-cola de manhã (e pra acompanhar, comi torta trufada de café da manhã). Mas de qualquer forma, foi só hoje.
Eu gosto da sensação, apesar de ser estranha. A de ter entrado na faculdade...
Sempre pensei que eu diria isso com naturalidade, mas eu estava errada. É tão bom dizer. E eu já disse pra cidade toda. HAUAHUAHUAHA
Afinal, não é todo dia que a gente entra em quarto lugar em uma faculdade...


E quanto à outra foto, minha querida irmã Mari.
Se não fosse ela 3 anos atrás, talvez eu nem soubesse que esse curso existia. Valeu sis!
Love you very much and I miss you! :)

Obrigada especialmente pra Bedé e pra Bia (como sempre).
Obrigada pro Nonom, pra Bumbá, pra Fê, pra Belz, pro Alby, pra Vick, pro Guto, pro Claudinho, pro Antonio, pra Kristen, pra Ju, pras pessoas que eu não conheço e me deram parabéns mesmo assim, pro Marcelo que provavelmente nunca vai ler isso aqui, pro Rick, pro pessoal do twitter, pra quem acreditou em mim...enfim, pra todas as pessoas que me deram parabéns hoje.
Beijos pra todos vocês.




E parabéns pra prima Natália também, que entrou em ADM na unimep também!
("rs..." *é, pri...eu sei que você riu dessa! =D)
E parabéns pra mim também. (Porque não?)
;)









Waking up from a nightmare.
55 dias.





amanhã eu posto de novo.
tenho mais a dizer....

sábado, 28 de novembro de 2009

Locked


É isso. Seguir em frente. É o jeito. Não é? Foi o que disseram por aí...

Se todo mundo vai pra frente, porque estou parada? Não faz sentido. Faz?

Não que eu tenha algum motivo, a não ser o fato de que o mundo não para e que os ponteiros continuam rindo de mim em um ritmo irritantemente compassado.

E rolam os dados, os jogos continuam. Ninguém é invencível. Eu muito menos e isso está longe de significar que eu seja medrosa. Ou vulnerável.

Jogar faz parte, assim como perder. E ganhar, é claro. O problema é quando quebram as regras.

Estive apostando meu coração... e perdi. Mas ganhei também: aprendi que não devemos apostar tão alto. Ainda que seu desafiante tenha sobre si um disfarce perfeito.

E aqui estou. Seguindo em frente sem a minha parte mais importante. A não ser que eu dê sorte em alguma parte do jogo e eu siga algum caminho onde tudo sopre ao meu favor.

Por enquanto, se eu soubesse o caminho para encontrar meu coração, com toda certeza encontraria, mas prefiro simplesmente não procurar. Sei com qual aparência estará. Sem contar um pedaço de madeira enfiado bem no meio, sustentando uma placa onde se diz, em negrito: FECHADO.












Não que a foto tenha algo a ver com o texto, but anyway, eu adoro essa foto.





Post ao som de Laura Pausini - Due
Io che ti telefono,
tu che non si in casa: ‘lasciate un messaggio’
Ma è molto più veloce il nastro di me, che non so mai che dire
E allora proverò ad uscire,
stasera io ti trovo, lo so!!!






Só preciso de sorte. Não vou dar mais detalhes por enquanto, senão nada dá certo.
Mas vocês vão ver o que eu vou fazer... se der!



um beijo.
especialmente pra bedé e pra figurona que me deram o melhor presente de todos...que ainda não vou dizer o que é.




Mas...logo....

Um trecho da série O diário da princesa.

É, então, a coisa não deu muito certo.

E piorou mais ainda quando eu estava me despedindo do Michael – depois de tentar, sem conseguir, arrancar o iPhone da mão dele para poder deletar a cópia do meu livro que eu cometi a idiotice de mandar para ele – e nós nos levantamos para ir embora, e eu estendi a mão para dar tchau, e ele olhou e disse: “Acho que a gente pode fazer algo melhor do que isto, não é mesmo?”

E ele abriu os braços para me dar um abraço – um abraço de amigo, obviamente, quer dizer, não era nada mais do que isso.

E eu respondi: “Claro que sim.”

E eu retribuí o abraço.

E sem querer senti o cheiro dele.

E tudo voltou como uma onda. Como eu sempre me sentia segura e quente nos braços dele, e como toda vez que ele me abraçava desse jeito eu nunca mais queria largar. Eu não queria que ele me largasse ali, bem no meio do Caffe Dante, onde eu só estava fazendo uma entrevista com ele para o Átomo, não estava em um encontro ou qualquer coisa assim. Foi tão idiota. Foi tão horrível. Quer dizer, eu praticamente tive que me forçar a largar, a parar de respirar o cheiro de Michael dele, que eu não sentia há tanto tempo.

Qual é o meu problema?





(Meg Cabot - Princesa para sempre)















Conheço alguém assim. Igualzinha.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Looking for something


Sua visão permanecia confusa, como se estivesse vendo através de lentes quebradas e andando no meio da multidão. Dava encontrões de propósito naqueles que não lhe pediam licença.
Tinha que estar alí em algum lugar. Impossível que não estivesse. Não havia outro motivo para que suas mãos tremessem daquele jeito. Sabia que não estava enganada.
Olhou por cima do ombro, por todos os lados. Apurou os ouvidos. Talvez pudesse escutar se aquela voz, por um acaso, dissesse seu nome.
Onde poderia estar?
Olhava atentamente nos olhos de cada um. Alguns tinham olhos azuis, outros castanhos. Alguns maldosos, outros meigos. Ah, como era complicado encontrar.
Apertou o passo de forma que não conseguia mais sentir as pernas. Ia desabar.
Consultou o relógio. Não havia muito tempo - tinha que estar em casa antes da meia noite, antes que dessem conta do seu sumiço.
Continuou procurando.
Tudo acontecia muito rápido. Vozes altas, risadas, brincadeiras. Sem falar na música de fundo. Não poderia esperar outra coisa, sendo que estava no meio de uma pista de dança.
Empacara-lhe um grito na garganta. Se ao menos soubesse onde estava...
Mas apenas sabia que estava.
E todos continuavam a dançar como se nada estivesse acontecendo. Tudo acontecia normalmente.
A calma começava a morrer. Não conseguia sequer entender o motivo de estar procurando.
E foi quando havia encostado na parede sem esperanças, que ela viu. Alí estava. Não o que ela queria mas sim, quem ela queria.
Seus olhos se encontraram por alguns segundos e quando andaram na mesma direção, percebeu que estava sorrindo. E sem dizer uma palavra, segurou-lhe as mãos. Seu coração disparou.




















Sandy & Júnior - Love never fails.



















63 dias.