sábado, 25 de dezembro de 2010

- Merry X-mas (War is over)


Desejo a todos um Feliz Natal.



Meu dia preferido no ano dispensa outras palavras.











:)))
Um beijo. -♥

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

- delírios repentinos...

Só pra constar: esse blog é um blog com rascunhos, de caso pensado. Me limito à entrelinhas aqui.

Aqui, eu digo tudo o que sinto. Em http://deliriosrepentinos.blogspot.com ultrapasso meus próprios limites. Escrevo o que der na telha, quando der.


Por enquanto, sem mais.




Christmas Eve. (L)³

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

- you've got that little shine in your eyes...


Não é a primeira vez que uma folha me encara em branco, assim mesmo, em silêncio. Mais do que tudo nessa vida, eu queria dizer as palavras certas. Certo? O que é certo agora? O mundo - o meu mundo - está de ponta cabeça. O próprio silêncio sabe calar e, quando alguém me dirige a palavra, já estou longe há muito tempo. Não acredito em galanteios: acredito em olhares. O olhar que cala, o olhar que diz, o olhar que conforta, o olhar que deseja, o olhar que ri e o olhar que chora...
E você, em que acredita? Pois que não seja em outro alguém. Acredite em atitudes, inclusive nas que eu não tenho. Há um motivo, sempre há. Apesar de tudo, eu estou aqui, você sabe.
Acredite no inesperado. Vamos dançar? Vamos virar a noite? Vamos trazer Paris até nós? Oui.
Eu gosto de imaginar o impossível dentro do possível. Percebe? Eu sei que não. Não tente me entender agora. Sinto muito pela indelicadeza, mas eu não quero que me entenda. Me desvende, nada mais.
Hoje, apesar da chuva, o dia sorriu pra mim. Quero ser louca, quero perder o fio da meada. Quero me perder junto com você no tempo que parou naquele abraço.
Enquanto encaro a folha, agora cheia de letras meio tortas devido à pressa de dizer, permaneço em silêncio. Eu queria que você entendesse meu olhar. Quero estar enganada ao pensar que você está longe. Eu gosto de você. Vamos pular de bungee jumping? Olhe pra mim, diga que não vou me espatifar no chão. Você primeiro, vou logo atrás...







Is that the way we stand?
http://www.youtube.com/watch?v=AnASBIYbrDQ

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

- you've got the keys to my heart


- É com lágrimas nos olhos e o maior sorriso que consigo dar agora que lhe digo: Meu coração não é seu.
- Eu pensei que fosse.
- Desculpe a grosseria, mas você pensou errado.



E com toda a dor incabível à alma, eu parti. Nós nos víamos todos os dias, conversávamos a quase todo instante, mas mesmo assim eu parti.
Meu amor sempre foi um tanto quanto indestrutível, mas nós somos muito diferentes: eu não gostava - e não gosto - de beijos roubados. Beijo não se rouba, beijo não se pede: beijo acontece. Eu queria dançar, eu queria ver estrelas, eu queria coisas simples. Eu queria a raridade de tudo o que é 'de menos' e você quis demais. Diga-me quais são seus pensamentos sobre a solidão.
Não me procure em outro alguém, eu sei me esconder muito bem. O tempo todo estive fazendo isso e você não me encontrou, tornei-me invisível.
De repente você, com a sua dor, olhou pro lado. E lá estava eu. Com o mesmo sorriso, com o mesmo olhar.




- Você sabe que meu coração é seu. Sempre foi.
- Mas você disse...
- Menti. E só fiz isso pra saber se você lutaria por ele...



Se essa luta aconteceu? Não sei, essa história não é o que parece, não é um final. Eu sentei pacientemente e peguei o violão.
Tic, tac, tic, tac...







You've got me wrapped around your fingers... -♫
http://www.youtube.com/watch?v=AnASBIYbrDQ

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

- e vai rolar a festa...


Você não está ouvindo? Todos os corações fazem um estardalhaço. Alguns gritam, outros batem em paz. Alguns são novinhos, sem cicatrizes. Outros estilhaçam, como cristal.
Tudo é festa, você quer brincar com algum desses corações? Vá, tudo bem. Vou esperar aqui, sentada. Garçom, traga-me uma taça de champagne, por favor!
Quando você me olhou, logo soube que gostei da escolha. Foi um coração praticamente novo, com uma ferida só: seria tão simples curá-la. E você o levou pra casa. Eu sabia que você gostava dele, mas nunca soube dos detalhes. Quanta atenção você deu? Quantos minutos do seu precioso tempo, perdeu? Não me conte, no final saberei.
Algo estava errado. Encontrei aquele coração na rua mais de uma vez e a ferida, além de continuar ali, estava maior. Foi quando descobri que aquele coração não era mais seu. E eu perguntei o que havia acontecido. A resposta foi direta e impensada: nada. Mentira, eu não acredito. Continuei andando, mas com o pensamento longe. Decidi não me importar.
Naquela semana, voltamos na mesma festa e você escolheu outro coração, mas dessa vez não fiquei olhando. A decisão foi toda sua. E o tempo passou...
Foi numa manhã de sexta-feira que te encontrei na rua e um flash de tudo o que aconteceu passou diante dos meus olhos: o coração era meu.
O que aconteceu? Não sei. Até meu coração sabe ir embora, como qualquer outro. E sem pensar nas consequências, ele foi. Não era seu, não era meu. Eu acenei com a cabeça, você sorriu. E nós dois sabíamos o porque.





It's just you attitude, it's tearing me appart and it's ruining everything...
http://www.youtube.com/watch?v=AnASBIYbrDQ

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

- uma arma letal


Tudo o que digo é minha arma letal. Minhas palavras ditas e escritas são como uma espada afiada e, montada em meu cavalo branco, corro na pressa de dizer...
Atravessei caminhos perigosos demais pra chegar até aqui. Agora que estou quase em segurança, não pretendo partir, por isso não converse comigo esperando que eu lhe diga adeus e não se atreva a me mandar embora, você não me conhece. Experimente me olhar nos olhos e dizer algo sobre mim que eu não saiba. Surpreenda-me.
Eu sou mais uma dessas aspirantes a poeta que gosta de um cenário antigo. O cavalo, o pergaminho e a pena. Cartas escritas a mão são mais especiais e demoram pra chegar. Quanto mais longa a espera, maior a surpresa. Não estrague tudo, posso te impressionar? Logo eu que nunca gostei de planejar, me pego no flagra: na verdade o que eu queria mesmo era ver minha espada atravessar seu peito e que não saísse jamais. Mas sua agilidade foi maior, antes mesmo que eu sacasse a espada, você me olhou e me calou primeiro...





You know I'm such a fool for you...

http://www.youtube.com/watch?v=AnASBIYbrDQ

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

- o tamanho do amor


Ama-se pelo o que o amor tem de imensurável. Pela forma em que o sorriso nasce, não pelo motivo. Pelo brilho dos olhos, não pelos olhos claros.
Ama-se pelo o que há de indefinível. O jeito que aquele relógio brilha no pulso dele e o quanto aqueles ponteiros voam quando ele está com você. A maneira que ela mexe nos cabelos quando fica brava e mesmo assim lhe dá um abraço caloroso quando chega em casa.
Ama-se o que não há. As fotos que ela nunca tirou com você, mas que vocês fotografaram com a mente: o momento que durou pra sempre. As surpresas que ele nunca soube fazer direito, mas soube te surpreender todos os dias. Quase a todo instante.
Ama-se com a alma, até mesmo com a única gota de esperança que lhe resta, porque amar é acreditar. Não se ama pela metade. Não se ama por tamanho. Porque amor é pra ser assim, simples e sem medida.




http://www.youtube.com/watch?v=AnASBIYbrDQ





Voltei.

sábado, 27 de novembro de 2010

- um dia no Raul Gil...

- Is this a dream? If it is, please don't wake me from this high...



Será que aquilo era loucura? Eu ouvi alguém chamar meu nome. Respirei fundo e subi no palco. Encarei a platéia e as câmeras me encaravam de volta. Sorri para aqueles rostos felizes, mas meu olhar denunciava toda a tensão que eu sentia.
Quem foi que acendeu as luzes e porque todas elas estão iluminando a mim? Comecei a cantar, é só o que sei. Todas as mãos do auditório seguiam o ritmo da música, e eu? Eu sentia. No espaço entre um verso e outro, vinha um sorriso ou um arrepio. Não pensei na letra, apenas senti o que aquela harmonia me dizia. Meu grito interno tornou-se externo e todo mundo percebeu. Eu não era apenas uma garota com o violão: era uma mulher corajosa dizendo tudo o que tinha a dizer na frente de várias pessoas e das câmeras, correndo um grande risco de ouvir poucas e boas por isso.
Sempre gostei de sentimentos explosivos. E naquela hora eu explodia em alegria. Eu tinha muito a dizer, tudo permaneceu. O que ouvi, permanece. A chuva daquela tarde, os momentos, as risadas e os novos amigos permanecem. Tudo permanece. E o que sou permanece em mim.








O que passou, já foi. Já era. O que não foi, ainda será...




Linger.







Devinitivamente um dos melhores dias da minha vida. Sem mais.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

- ilusão de bolso


Guardei uma ilusão no bolso, para que eu pudesse levar em todos os lugares e assim o fiz. Ela era como se fosse um bichinho de estimação, que eu cuidava e alimentava todos os dias. Assim, ela foi crescendo, crescendo, até ficar maior do que eu, que agora consigo vê-la bem na minha frente, encarando meus olhos e sorrindo pra mim. Retribuo o sorriso, mas meus olhos estão cansados e ela sabe porque.
A Ilusão não é e nem foi uma boa garota. Eu nunca fui tão maltratada assim, sem perceber. Ela pulou no sofá, quebrou os cristais, berrou e me venceu pelo cansaço.
Hoje, quando ela voltar pra casa, a porta estará trancada e eu com os fones no ouvido, para quando a campainha tocar, eu não precise parar tudo o que estou fazendo apenas para atendê-la.
*Doa-se uma ilusão até amanhã. Caso contrário, ela será jogada no lixo.*
Chega! Sem mais ilusões.




Não é definitivo, mas por enquanto, estou fechando o blog. Não sei quando volto, mas deixo a promessa de que voltarei. ;)







It's hard to say it, it's time to say it...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

- Nossos segredos...


Mais do que tudo nesse mundo, eu queria ter pelo menos a coragem de dizer o seu nome. Parece fácil, não? Queria que você soubesse – ou entendesse – o quanto não é. Você é o meu inferno e, incompreensivelmente, eu preciso de você.
Se eu cantar com a minha alma (que grita), será que você escuta? Canto por você e cantarei.
Por mais inacreditável que isso pareça, eu gosto de lhe escrever. Ainda que isso seja apenas uma aventura, ou mais uma das minhas tantas inconseqüências que ninguém nunca vê. Minha inconseqüência não está no que digo: está no que faço sem ninguém perceber. Quando sou descoberta já fui embora, já mudei. Mudarei se você também mudar.
Nossos segredos serão sempre nossos segredos, embora já tenham sido ironicamente desvendados por Djavan, teu olhar não me diz exato quem tu és, Adriana Calcanhotto, nem mil alto-falantes vão poder falar por mim, Nando Reis, que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância diante da eternidade do amor de quem se ama, e Fernanda Abreu – toda cidade é paisagem pro nosso amor.
É, hoje eu queria que você estivesse aqui, e o resto do mundo poderia simplesmente desaparecer. Será que você volta? Tudo à minha volta é triste.
Que dia é hoje? Que horas são? Meu Deus! Pare. Já é tarde demais, tenho a vida toda pra cantar pra você. Será que você ouve? Mas eu lhe digo agora que tu vais, se é amor, amor verás e de um amor viverás.







Mas se quer saber se eu quero outra vida...

domingo, 31 de outubro de 2010

- tic, tac, segundo por segundo...

Tentei. Olhei o relógio, encarei a folha em branco.
As horas? Voaram. Fui com elas.
Ou fiquei no mesmo lugar? Não!
Com toda certeza, avancei.
Eu fui, eu voltei.
Cadê minha força?
Escondida, como uma carta na manga
Esperando o momento certo...

Ando sendo calada
Pelos meus próprios gritos
Não é irônico?
Dane-se.

Hoje, o mundo todo me escutará
Trago um fósforo nas mãos
E atearei fogo na cidade

Quero algo que me faça atravessar a noite
Preciso das minhas entrelinhas
É só assim que consigo dizer...
Não! Nem assim. A folha continua em branco
Quero dizer, quero gritar. O que? Sei exatamente.
Impossível.
Quem sabe amanhã?


***
Uma hora, duas horas...
Quando dei por mim, seis horas!
Já é Novembro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

- O que digo e o que não digo...


Quantas caras você tem? Eu tenho visto várias.


Como você está?


Estou com saudade...


Nunca soube exatamente como dizer tudo o que eu sentia, até porque, nem mesmo eu me entendia. Penso que às vezes, não preciso falar: se não explodo em palavras, explodo em risos ou lágrimas. Não há motivos e não há explicação. Versos, rimas, bilhetes e cartas não fazem mais sentido. Não há retorno. Logo pra mim...
Logo eu, que ao menos conheço sua letra, me escrevo nessas linhas sem medo. Me exponho, me viro no avesso. Sou sua de todo jeito, de dentro pra fora, principalmente a parte interna.
Cansei dessa história de entregar meu coração pra você, sabia? Não, não! Meu coração é meu, e só. O que tem dentro dele que é seu. Toda a loucura, inconseqüência e insensatez.
Enquanto isso, tudo se contradiz, inclusive eu. Não faço mais sentido, sou a falha na comunicação. Sou o erro ou estou errada? Não quero saber, não me conte.
Me faltam palavras. Só dei as caras pra dar um motivo a mais para que não se esqueça de mim. E pra roubar um sorriso.


Eu ainda...

Eu sempre vou...


Não sei começar, não sei terminar. Fico parada aqui, nesse nosso caso repentinamente já começado e interminável, então.

É só meu jeito dizer que é pra sempre...



“Sou mais um desses boçais que escreve tudo aquilo que deveria ser falado, e você é mais uma vítima que jamais vai ter atendido o seu desejo: saber. Mesmo consciente da sua boa vontade de me ouvir e entender, lhe escrevo, não posso ir além, não peça para remeter-me, esta carta não é para chegar, é uma carta de ficar.Para mim e para você, escrevo que, daqui de onde me encontro, você está longe e perto, e eu estou sozinho e não. Do que sinto, aviso que é forte, mas não é perigoso, é como um grande lago sereno, eu sou o píer, quase me precipito, você é todo o resto, toda água, tudo o que há. Mas somos dois e em vez de par, somos ímpares. Estou possuído por você e ao mesmo tempo permaneço impermeável, amo a seco, e rendido. Você não me acharia covarde, você não acharia nada: você não me conhece. Sou um vulto, um alguém, você foi gentil comigo como é com os garçons e os primos, com os pedestres e com os turistas, você foi o que sempre foi, e eu não fui com você: no terceiro minuto ao seu lado eu já sabia que era irremediável, e em vez de segurar sua mão e reverter-lhe a pressa, deixei que você fosse, eu fiquei. Os dias, os gestos, rituais cotidianos, surpresas, tudo corre, passa por mim, menos o susto deste amor que entranhou-se feito limo, umidade em peito árido, me sinto tomado, absorvido, e não encontro método ou coragem para dizer: você que é motivo e dona desta represa, fique comigo, pois é só o que eu sei fazer, ficar.Mas você é ligeira, em movimento constante, você não senta, não repara, quer vida demais, sedenta, me fisgou muito rápido, e eu sou lento, estudado, incapaz de um repente, apaixonado por uma mulher impaciente, que suplica com o olhar e não espera, você se foi, em frente, quando deveria ter ficado.”

(Martha Medeiros – Carta extraviada 4)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Fora de mim


Entre tanta escuridão, a qual venho escrevendo sobre há algum tempo, uma luz enfim. Um pequeno gesto que, pra mim, é indescritível. Algumas pessoas jamais saberão como é a beleza das pequenas coisas, e por isso posso apenas lamentar.
É, hoje descobri que ainda existem pessoas especiais nesse mundo. Ganhei uma surpresa fora de hora, dessas que tiram o ar, sabe? Um presente de duas amigas, mãe e filha. E foi inesperado.
Sem saber, elas me roubaram um segredo, esse de gostar de pequenos gestos, talvez mais do que qualquer outra coisa nesse mundo. Me roubaram um sorriso e em contrapartida, com essas palavras, roubarei dois. Eu sei que estão sorrindo.
Ganhei a noite, com o bônus especial de saber que ali, bem do outro lado, existem duas pessoas que se importam e realmente sabem o verdadeiro significado da expressão "querer-bem".
Querer-bem não é dizer bom dia todo dia. Querer bem é fazer o dia de alguém feliz, como elas fizeram do meu.



Obrigada Marcela. Obrigada Nara.
Love you guys. A LOT.



"(...)Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só pra sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto. Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço. Sinta-se abraçado."
(Martha Medeiros - Quindins na Portaria)


Afinal, não é todo dia que se ganha um livro autografado pela Martha Medeiros, né?

domingo, 10 de outubro de 2010

- tudo o que sei e, ao mesmo tempo, não sei...


Você vem sempre aqui? Não é a primeira vez que te vejo e sim, tenho certeza disso. Acho que te conheço mais do que você pensa (e, talvez, menos do que acredito). O que são essas olheiras? Porque está tão triste? Não, não fica assim. Eu estou aqui e tenho te observado daqui dessa mesma cadeira. Você, sempre do outro lado da sala, com a cabeça nas nuvens. Ou realista demais? Não sei dizer.
Entre um gole e outro do meu refrigerante, você sorri. A pressa é perfeitamente notável, impecavelmente polida todos os dias, eu sei. Comigo também é assim, no fim das contas, acho que não somos tão diferentes. O meu segredo é fingir seguir as regras.
Alguém desenhou uma linha no meio da sala: O lado direito é seu e o esquerdo é meu. Quem atravessar primeiro, perde. E eu não quero perder... Prefiro continuar na cadeira. Antes sentir saudade, com plena consciência de que você está ali do outro lado, do que nunca mais te ver e saber que perdi. Me chame de covarde, eu não me importo. Não sei perder, não quero. E jogar mentindo (ou omitindo) é o mesmo que perder pra mim. Quero essa linha apagada, não quero um limite para precisar atravessar. O que fazer? Não sei. Não sei esperar. Empatamos...





“Will you stick with me through whatever or runaway?”
(Vanessa Hudgens – Say Ok)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

- liberdade, invisibilidade, reciprocidade e muita, mas muita saudade...

O invisível é essencial aos olhos de um poeta. Quem mais veria a delicadeza mínima dos seus gestos e a plena verdade escondida em suas palavras que muitas vezes são mentirosas? É, você é invisível e eu estou aqui esta noite, me isolando do mundo ao seu lado. Não fazíamos isso há algum tempo e dizer que não senti saudade seria minha pior mentira. Será que você saberia? Espero que saiba me ler, pois sou uma garrafa com um bilhete dentro, flutuando bem no meio do oceano. Com sorte, o destino me levará até suas mãos e você finalmente saberá todas as verdades que eu nunca quis te contar. Não que eu não confie em você, mas sempre tive medo de deixar de ser um mistério, de perder a graça. Bobagem, eu sei. Até quando não quero sou infantil. Assim mesmo, por um acidente do acaso.
Não deveria, mas gosto muito de estar com você. Gosto da colocação das palavras, das suas piadas sem graça e principalmente da reciprocidade de sentimentos que se estampa em seus olhos. Invisível, mas eu vejo. A não ser que eu esteja enganada.
Acho que foi tudo um sonho. Hoje, ao acordar, olhei pro céu e sorri. Ele estava brincando de imitar meu coração: Chovia. Olhei pros lados e não te vi, procurei por você até no vento que entrava sorrateiro pela janela do meu quarto, mas nem o seu cheiro eu senti. Peguei o celular, disquei seu número. Quando dei por mim, estava sem sinal. Resolvi te procurar na rua. Foi aí que o mundo real se despiu sem pudores diante dos meus olhos: muito amor banalizado.
Será que eu estava invisível? Uma vez, mesmo que em segredo, eu te disse que permanecia trancada dentro de você, conseqüentemente, qualquer coisa que fizesse ou qualquer lugar que fosse, eu estaria junto de uma forma ou de outra. Bem ou mal. E enquanto te procurava, quando menos esperei, você passou na minha frente, mas fingiu que não viu. E bem naquela hora você abriu a porta, e eu saí...






“You’ve got me feeling like the last survivor...”