quinta-feira, 29 de abril de 2010

"(...)E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Tudo bem" (Lulu Santos)



E quem é que não gosta de loucuras? Eu gosto, e você? Um beijo roubado. Um beijo não dado. Um salto de bungee-jump. Uma viagem entre o real e o irreal. Uma fantasia irrealizável, realizada.
Aliás, quem foi o infeliz que inventou a calmaria? Maldito seja.
Quero respirar e sentir o cheiro da adrenalina. E quero que seja real, para que eu possa tocá-la.
Dizem que, quando você pensa demais em alguma coisa, ela acaba se tornando real, portanto, materializar uma loucura é muito fácil. Basta usar a carta que temos escondida na manga: o exagero. Eu, particularmente, sou muito boa nisso.
Exagero é reparar no irreparável, como os grãos de poeira que, suspendidos no ar, dançam monotonamente no pequeno feixe de luz solar que escapou para dentro de casa por aquela fresta da porta, que ficou entreaberta por um mero descuido seu.
Exagero é fazer com que um sentimento seja esporádico. Exagero é ousar. Seduzir. Enlouquecer. É saber usar as palavras, sabendo que elas nos levam do céu pro inferno em questão de segundos, mas sem saber ao certo pra onde nos levarão naquele momento.
Exagero é despertar adrenalina. E a adrenalina, algumas vezes, vem da loucura. E loucura é quando uma coisa leva a outra.
Eis a explicação perfeita. Por isso gosto da loucura: por que mil ironias do destino me levam a você.


E o que seriam das nossas ironias se não fosse o destino? Ou pior, o que seria do destino se não fossem nossas mil ironias?



Mil não-acasos. Mil poesias. Minha arte intraduzível.
São ironias, mas são nossas. nossas. E eu não abro e nem abrirei mão disso.
Pra sempre. Por que não?






Maniac, maniac, I sure know...


Um comentário:

Thalles disse...

Uma vez te pergutei se tinha alguma música que nã fosse batida no violão e você me respondeu que achava que não. Então essa seria a primeira?

e o texto como todo os outros, esta muito bem escrito! =]

Mas senti falta de uma coisa...
do Título..
Bjs